Elmar Juan Passos Varjão Bomfim é associado a debates de infraestrutura quando a drenagem urbana se torna prioridade, porque o tema reúne engenharia, operação e gestão de risco em um único sistema. Em cidades adensadas, a água da chuva encontra menos áreas permeáveis, escoa mais rápido e pressiona redes que foram dimensionadas para padrões antigos de ocupação. Como resultado, alagamentos recorrentes, erosões e danos ao pavimento deixam de ser exceção e passam a indicar perda de capacidade do conjunto.
Ainda que a resposta imediata pareça ser ampliar galerias, drenagem resiliente exige equilíbrio entre condução, retenção e manutenção. A engenharia precisa compatibilizar microdrenagem, macrodrenagem e soluções de amortecimento, além de considerar assoreamento e interferências subterrâneas. Nessa lógica, o investimento se torna mais eficiente quando cada intervenção tem objetivo técnico verificável e aderência ao comportamento real do território.
Diagnóstico hidráulico e priorização orientada por risco
Na leitura de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, sistemas resilientes começam por diagnóstico que combine topografia, uso do solo, histórico de ocorrências e dados de chuva, evitando decisões baseadas apenas em percepção. Mapear declividades, pontos de estrangulamento e áreas impermeabilizadas ajuda a separar sintomas de causas e reduz a chance de obras que apenas transferem o problema para jusante.
Por outro lado, diagnóstico sem priorização dilui recursos. Serviços essenciais, corredores de mobilidade e regiões com perdas materiais recorrentes exigem critérios de criticidade, com metas de redução de lâmina d’água e frequência de ocorrência. A partir disso, a engenharia define se o foco deve ser reforço de galerias, requalificação de canais, bacias de detenção ou infiltração, de modo que cada obra tenha efeito mensurável no desempenho do sistema.
Dimensionamento integrado entre microdrenagem e macrodrenagem
Conforme avalia Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, microdrenagem e macrodrenagem precisam operar como conjunto, pois bocas de lobo e sarjetas eficientes perdem efeito quando o tronco principal não comporta a vazão. Nesse sentido, a engenharia deve verificar capacidades, níveis e trechos suscetíveis à erosão, garantindo estabilidade hidráulica mesmo quando a chuva se intensifica. Igualmente relevante, transições e mudanças de seção exigem detalhamento cuidadoso para evitar pontos de concentração de energia.
Ainda assim, resiliência não se resume a acelerar o escoamento. Quando a engenharia incorpora retenção e atraso do pico, com bacias e reservatórios, reduz a pressão sobre galerias e canais e melhora a previsibilidade operacional. Desse modo, o sistema fica menos sensível a eventos concentrados e tende a apresentar menor recorrência de danos, especialmente onde o adensamento restringe a ampliação de redes.

Manutenção, assoreamento e confiabilidade operacional
Redes de drenagem falham com frequência por perda de capacidade ao longo do tempo, causada por sedimentos, resíduos e vegetação. Por conseguinte, um projeto resiliente deve prever acessos, pontos de inspeção e trechos compatíveis com limpeza mecanizada, evitando soluções impraticáveis na rotina. Além disso, escolhas de declividade e velocidade precisam reduzir deposição onde for viável, sem induzir instabilidade em trechos sensíveis.
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim relaciona bons resultados à presença de rotinas e indicadores, pois manutenção reativa costuma ocorrer apenas após alagamentos repetidos. Programas de desassoreamento, limpeza de bocas de lobo e monitoramento de pontos críticos preservam a vida útil do investimento e evitam degradação acelerada da capacidade hidráulica.
Compatibilização urbana e soluções de retenção com desempenho verificável
Na análise de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, medidas de retenção e infiltração ampliam a resiliência quando são compatibilizadas com redes e canais, com parâmetros de desempenho e manutenção definidos desde o projeto. Em áreas com espaço para requalificação, dispositivos de amortecimento podem reduzir picos de vazão e aliviar trechos críticos, desde que haja critérios de solo e controle de assoreamento. Caso contrário, a solução perde eficiência e passa a exigir correções frequentes.
Ao mesmo tempo, intervenções em cidade consolidada precisam lidar com interferências subterrâneas e restrições de tráfego, o que demanda planejamento faseado e execução com impacto controlado. Nessa lógica, priorizar ações com efeito verificável e integração entre soluções estruturais e rotinas de manutenção tende a reduzir a recorrência de alagamentos e a proteger a continuidade urbana no longo prazo.
Autor: Diego Velasquez
