Viajar pelo Japão é uma experiência que une tecnologia, tradição e organização, e Alberto Toshio Murakami, um viajante do mundo mas principalmente Japão e Itália, destaca que o planejamento das rotas faz toda a diferença para aproveitar bem cada cidade. Para quem deseja conhecer os principais destinos do país sem perder tempo em deslocamentos, o Shinkansen, o famoso trem-bala japonês, é o grande aliado.
Se você está montando seu roteiro de viagem, vale a pena continuar a leitura e entender como estruturar percursos eficientes e confortáveis.
Por que o trem é a base do turismo no Japão?
O sistema ferroviário japonês é reconhecido mundialmente pela pontualidade, pela limpeza e pela integração entre diferentes linhas. Em vez de depender de voos internos ou longas viagens de carro, o turista consegue cruzar grandes distâncias em poucas horas, com total previsibilidade de horários.

Além disso, as estações de trem funcionam como verdadeiros centros urbanos, com acesso direto a metrôs, ônibus, hotéis, restaurantes e áreas comerciais. Isso reduz drasticamente o tempo gasto com deslocamentos locais e facilita a logística de quem está visitando várias cidades em poucos dias.
Tal como elucida Alberto Toshio Murakami, esse modelo de mobilidade é um dos grandes diferenciais do turismo japonês, pois permite que o viajante concentre sua energia na experiência cultural, e não em resolver problemas de transporte. Venha saber mais das rotas que são possíveis nesse trem.
Rota clássica: Tóquio, Kyoto e Osaka
A combinação entre Tóquio, Kyoto e Osaka forma o roteiro mais popular entre visitantes de primeira viagem, informa Alberto Toshio Murakami, e por um bom motivo: cada cidade oferece uma face diferente do Japão.
Tóquio apresenta o lado mais moderno e vibrante do país, com bairros como Shibuya, Shinjuku e Akihabara, além de museus, parques e centros de compras. Já Kyoto é o coração histórico, com templos, santuários, bairros tradicionais e cerimônias culturais. Osaka, por sua vez, é conhecida pela gastronomia, pela vida noturna e pelo clima mais descontraído.
O trajeto entre Tóquio e Kyoto leva cerca de 2h15 no Shinkansen, enquanto o trecho Kyoto–Osaka pode ser feito em menos de 30 minutos. Isso permite, por exemplo, se hospedar em Kyoto e fazer bate-volta para Osaka sem necessidade de trocar de hotel, otimizando tempo e custos.
Incluindo Hiroshima e outras cidades no roteiro
Para quem dispõe de mais dias, incluir Hiroshima é uma escolha que enriquece muito a viagem. Além do Parque Memorial da Paz e do museu, é possível visitar a ilha de Miyajima, famosa pelo torii “flutuante”, um dos cartões-postais do país.
O trecho Osaka–Hiroshima leva cerca de 1h30 de trem-bala, o que torna viável até mesmo um bate-volta, embora o ideal seja reservar pelo menos uma noite para explorar com calma. Outras cidades que podem ser integradas ao roteiro incluem Nara, famosa pelos cervos nos parques, e Kanazawa, conhecida por seus jardins e distritos históricos.
Segundo o viajante do mundo, Alberto Toshio Murakami, a grande vantagem do sistema ferroviário japonês é justamente permitir que o viajante personalize o roteiro sem comprometer a fluidez da viagem, algo difícil de encontrar em outros países.
Como escolher onde se hospedar perto das estações?
Uma estratégia fundamental para quem usa o Shinkansen é escolher hotéis próximos às estações principais. Isso reduz o tempo de deslocamento com malas e facilita a saída cedo para passeios ou deslocamentos longos.
Em Tóquio, por exemplo, áreas próximas às estações de Tóquio, Ueno e Shinjuku oferecem excelente conexão com trens de alta velocidade e metrôs. Em Kyoto, a região da estação central é prática para quem pretende circular para outras cidades. Em Osaka, a estação Shin-Osaka concentra os trens-bala, enquanto a estação Umeda é ideal para deslocamentos urbanos.
Hospedar-se perto das estações também facilita a logística de check-in e check-out em dias de mudança de cidade, evitando correria e reduzindo o risco de perder trens por atrasos no transporte local.
Planejamento diário: como evitar deslocamentos desnecessários
Além do planejamento entre cidades, organizar bem os passeios dentro de cada local é essencial para não perder tempo em trajetos longos. Agrupar atrações por região e entender as linhas de metrô e trem urbano ajuda a montar dias mais equilibrados.
Em Tóquio, por exemplo, faz sentido dedicar um dia inteiro à região de Shibuya e Harajuku, outro a Asakusa e Ueno, e outro a bairros mais tecnológicos como Akihabara e Odaiba. Em Kyoto, os templos também se distribuem por áreas específicas, o que exige organização para não cruzar a cidade várias vezes no mesmo dia.
Alberto Toshio Murakami alude que esse tipo de planejamento transforma completamente a experiência do turista, que passa a explorar as cidades com mais tranquilidade e menos desgaste físico.
Dicas finais para montar um roteiro eficiente
Alguns cuidados simples ajudam a tornar a viagem ainda mais tranquila:
- Comprar bilhetes ou passes com antecedência, especialmente em períodos de alta temporada.
- Verificar se os trens exigem reserva de assento, principalmente em horários de pico.
- Utilizar aplicativos de transporte japonês para consultar horários e plataformas.
- Prever tempo extra nas estações grandes, que podem ser complexas para quem visita pela primeira vez.
Esses detalhes fazem diferença no dia a dia da viagem e evitam situações de estresse desnecessário, principalmente para quem está com roteiro apertado.
Viajar pelo Japão utilizando o Shinkansen permite conhecer várias regiões de forma rápida, confortável e extremamente organizada. Com um bom planejamento de rotas, hospedagem estratégica e divisão inteligente dos passeios, o turista consegue aproveitar ao máximo cada cidade e cada experiência cultural. Alberto Toshio Murakami conclui que entender essa lógica de mobilidade é o primeiro passo para transformar a viagem em uma jornada realmente inesquecível, equilibrando eficiência, conforto e descoberta cultural.
Autor: Jinjo Pantor
